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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PERDOE O ANO VELHO!


Jesus disse certa vez que "Basta a cada dia o seu próprio mal".  Advertia-nos que muito mal é praticado sobre a face da Terra, a cada dia que passa.  Se assim é para um dia, haverá uma boa cota de mal praticado em um ano, ou seja, em 365 dias.

Minha proposta hoje é um exercício de perdão para todo o mal praticado em 2012, esse ano que se finda daqui a poucas horas. Eu proponho perdoarmos todo o mal que tenha sido praticado e que nos tenha envolvido como agente ou paciente. 

Podemos haver praticado o mal diretamente pelas nossas ações e pensamentos ou podemos ter oferecido condições para que o mal tenha sido praticado,  indiretamente, por apoia-lo, incentivá-lo ou, podemos ter sido apenas vítimas do referido mal.  Em todos os casos houve uma certa participação, inclusive por culpa indireta ou por outro meio que desencadeou a ação que produziu o resultado negativo.

É por isso que o perdão para o ano de 2012 deve ser total e abrangente, sob todos os ângulos e pontos de vista.  Alguém que pratica o mal contra nós, certamente, nos culpa pelo ato dele e, dessa forma, arremessa um tanto de energia negativa sobre a nossa aura.

Ao perdoarmos totalmente estaremos atingindo o mal de toda e qualquer espécie ou vinculação.  Faremos uma faxina em nossa aura, dela removendo todo o entulho e para ela atraindo as energias positivas do Universo.

Utilize o pensamento ou fale as palavras que quiser, mas atinja esse ponto:

  • "EU PERDOO TODO O MAL DO ANO QUE SE FINDA (DE 2012).
  • EU PERDOO AOS QUE PRATICARAM O MAL CONTRA MIM.
  • EU PEÇO PERDÃO PELO MAL QUE PRATIQUEI, VOLUNTÁRIA OU INVOLUNTARIAMENTE.
  • EU ME PERDOO POR TER SIDO OBJETO DO MAL QUE ME ATINGIU, POR QUALQUER CULPA OBJETIVA OU SUBJETIVA QUE TENHA SIDO PRETEXTO PARA O MAL.
  • EU ENTREGO TODOS OS FATOS, AGORA REFERIDOS, AO UNIVERSO E A JESUS, PARA QUE SEJAM EXPURGADAS TODAS AS ENERGIAS NEGATIVAS POR ELES GERADAS E, ASSIM, QUE SEJAM SUBSTITUÍDAS POR ENERGIAS DO MAIS PURO AMOR.
  • EU PERDOO TODO O MAL DO ANO DE 2012."



Seja Bem Vindo 2013!


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Os Meus Irmãos.

Jesus tinha irmãos e irmãs e, logicamente, os amava, sendo Ele mesmo a máxima personificação do amor sobre Terra. No entanto, referiu-se à sua família, de forma muito estranha, quando lhe comunicaram "Estão aí fora a tua mãe e os teus irmãos que vieram te buscar: ...Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?"

Embora pareça uma negação, essa é uma declaração do mais puro amor por seus parentes. Jesus amava os seus familiares mas não os distinguia por esse vínculo de amor e, sim, os inseria no AMOR UNIVERSAL de cuja mensagem era ele o portador mais sublime. 

O amor que resulta em posse ou preferência é um amor individualizado e, conquanto seja amor ou um aprendizado de amor, não é o amor que liberta para a ascensão espiritual. Esse tipo de amor pode, também, transformar-ser num elo que prende o Espírito ao nosso planeta.

Encarnados na Terra, aqui nos encontramos para aprender sobre o amor e o perdão e, muito provavelmente, ainda temos muito para aprender embora, cada um de nós, já tenhamos alcançado um determinado grau desse entendimento e aprendizado.

Há um ensinamento de André Luís que versa sobre o aprendizado do amor, do qual sempre me lembro e que diz mais ou menos o seguinte: "Aquele ser extremamente egoísta, que só é capaz de amar a si próprio, é um ser em plena evolução no aprendizado do amor. Ele já aprendeu a primeira lição que é a de amar a si mesmo. Com o tempo aprenderá a amar aos seus familiares e, posteriormente, também ao seu próximo. Esse ser já esteve em piores condições nesse aprendizado, quando não amava nem a si próprio e sequer valorizava a própria vida."

Atento ao que nos ensinam os nossos amigos espirituais, sabemos que todos os elos que nos prendem à Terra, constituem entraves para a nossa ascensão  espiritual. 

Quando partimos para vida espiritual, precisamos estar livres dos cuidados terrenos, sejam eles bens, planos e projetos intelectuais ou artísticos. Mesmo a afeição por "objetos de estimação" pode exercer efeito prejudicial, no sentido de não libertar o Espírito, seja esse objeto uma joia, um utensílio ou uma simples indumentária.

E não é apenas pelo espírito se prender aos objetos é, também, pelo fato de que os que ficam, ao se concentrarem nesses objetos, podem estar fazendo verdadeira invocação do Espírito, atraindo-o para o ambiente terreno e infundindo nele matéria densa de saudade ou de não aceitação da realidade espiritual.

A vida na terra tem finalidade e prazo de validade, dela o espírito só deve levar os frutos obtidos em conhecimentos e virtudes. O amor e cuidados sobre tudo que aqui ficar, devem ser entregues à providência divina, para não se tornarem em circunstâncias que interfiram, indevidamente, na elevação de cada Espírito envolvido. 

Toda espécie de amor já é uma forma de elevação espiritual. Entretanto, o amor precisa ser exercido de forma incondicional e com total desprendimento. Ou seja, o amor precisa ser o próprio "modus vivendi", sem uma vinculação específica e sem uma justificativa necessária.


Aquela indagação de Jesus sobre quem é minha mãe e quem são os meus irmãos, precisa ser entendica como: "EU AMO A TODAS AS PESSOAS, IGUALMENTE, COMO SE ELAS TODAS FOSSEM MEUS IRMÃOS E MINHA MÃE".


QUE POSSAMOS RECEBER O NOVO ANO COM MUITA ALEGRIA E COM  NOSSA PRE-DISPOSIÇÃO PARA A PRÁTICA DO AMOR UNIVERSAL,  REALIDADE QUE RESULTARÁ EM NOSSA ELEVAÇÃO ESPIRITUAL.


Feliz Ano Novo!




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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


FELIZ NATAL!
COM JESUS NA SUA FESTA.

Que a sufesta de Natal tenha um pouco de tudomuito do tempero do + puro amor!
Que o Aniversariante seja muito amado,
que haja muita Paz, Amor e Felicidade!
Queno dia de Natalsejamos todos
 irmãos da mesma fé, no amodo 
mesmo Pai e sobretudo, sejamo
parceiros da mesma caminhada, 
rumo à felicidade, para a qual, 
fomotodos criados
!
NATAL
É
AMOR
!
"PAZ NA TERRA SOBRE OS HOMENS DE BOA VONTADE!"


São os votos de:
Euleir Eller, Ildamir Pereira Eller e do 
blog: www.espiritagracasadeus.blogspot.com

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tempos Modernos e Suas Leis

Convivemos com uma multidão de leis, normas e regulamentos - que constituem o Regulamento Social - que visam a organizar, proteger e garantir a boa convivência e a manutenção do meio social. Ressaltam como valores protegidos e regulados: Os bons costumes, a vida, a saúde, o bem estar e os direitos individuais de cada cidadão.

E a gente vai vivendo sem se dar conta de tantas regras que existem e que, de um jeito ou de outro, vamos cumprindo. Vejamos, por exemplo, quantos impostos e taxas se paga para viver. Até para provar que existimos e para nos movimentarmos, estamos pagando alguma taxa. E esses custos atingem a todos,  sem perquirir se o cidadão tem ou não a renda adequada para arcar com tantos custos.  Via de regra, os impostos são cobrados de todos e não apenas dos que podem arcar com esses custos.

Esse assunto legal me veio à mente quando li num texto, esta manhã, sobre o episódio bíblico da cura de um cego, realizada por Jesus, num sábado, fato que irritou os religiosos, pela ousadia do Mestre em fazer um trabalho no dia consagrado à religião. Eis a parte referente a esse diálogo:


Jesus: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia, a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.  ...Enquanto estou no Mundo, sou a Luz do Mundo... e tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego- João 9:4-6

Fariseus: ..."Dá Glória a Deus: Nós sabemos que este homem (Jesus) é pecador".

O cego: ..."Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei, uma coisa sei, é que, havendo sido cego, agora vejo" -João 9:24-25


Jesus praticara esse "milagre" no Sábado e, por isso, os Fariseus queriam acusa-lo de não cumprir a LEI. 

Caso esse episódio ocorresse nos dias atuais, certamente que já nem o acusariam de haver trabalhado no sábado, entretanto, poderiam invocar a prática do crime de "Exercício Ilegal da Medicina" e, com certeza, os CRMs os apoiariam de imediato. Poderiam invocar a produção ilegal de medicamento e a ANVISA os apoiaria. Poderia invocar as medidas sanitárias atingidas, já que usou cuspe e terra, sem nenhuma assepsia e controle microbiológico e uma multidão de Órgãos os apoiaria. Ficaria nisso, caso a fiscalização da Receita não interferisse pela produção e fornecimento de remédio sem o recolhimento de impostos e sem as licenças correspondentes da área industrial.

Dificilmente, Jesus escaparia de ser preso ou, no mínimo, responder a um longo processo judicial. Ainda bem que o Mestre fez as obras daquele que o enviou, antes que chegasse a "noite", onde tanto regulamento e norma, certamente, o impediria de fazer aqueles "milagres" que curaram a tantas pessoas.

Jesus fazia os "milagres" utilizando as energias desconhecidas naquela época e não os considerava, propriamente "milagres" porque ele mesmo afirmou: VÓS MESMOS FAREIS OBRAS MAIORES DO QUE AS QUE EU FAÇO, significando que um dia conheceríamos as "energias espirituais" e com ela trabalharíamos, em conjunto com nossos irmãos da espiritualidade.

E hoje acontecem as CURAS ESPIRITUAIS, através dos círculos religiosos, sobre as quais já incide o interesse da ciência humana para compreender e explicar. Melhor ainda que muitas dessas curas ocorrem em processos doentios para os quais, o conhecimento da medicina e dos medicamentos existentes, não foram suficientes para debelar.

Louvado Seja Nosso Senhor, Jesus Cristo!


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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

VENDER A ALMA PARA O DIABO


Pode o homem vender a sua alma para o Diabo? 

Guimarães Rosa escreveu o livro "Grande Sertão Veredas", onde inseriu, de forma magistral, a alma brasileira refletida na cultura rural e primitiva do interior do Brasil, neste caso, nas terras entre Minas Gerais e Bahia. 

Ficou retratado nesse livro o jeito simples do brasileiro inculto que tinha na tradição oral, o único meio de cultura e de expressão de suas crenças e realidades. Daí, que o escritor narra uma história gostosa, plena da alma Brasileira, falada à beira do fogo, no lombo dos cavalos ou no troar dos rifles nas batalhas dos jagunços, onde o certo e o errado podia resultar de uma questão de contrato, concordância ou fidelidade.

A grande pergunta que ressalta dessa leitura maravilhosa é a preocupação, realidade ou dúvida, a propósito da possibilidade ou certeza de o homem poder vender a sua alma para o diabo. 

Ainda na minha infância, nesses tempos já distantes. esse tema era recorrente nas conversas ao pé da noite, hora reservado para os causos que davam medo às crianças e pavor aos adultos. Era comum alguém se referir, como verdade ou suposição, que certa pessoa vendera a sua alma para o diabo. Talvez fosse um recurso para assustar a criançada e, no pretexto, ensinar-lhes Religião. 

Entre responder sim ou não à pergunta acima, o escritor Guimarães Rosa nos presenteia com a bela história de DIADORIN e seu amor impossível, naquelas circunstâncias narradas na história...

Recorri a essa questão literária apenas para abordar o tema de que alguém possa vender a alma para a entidade "diabo" que seria o agente das forças do mal.

Falando sob conotação pessoal e consoante a orientação adotada para esse BLOG, eu afirmo que não existe essa questão de vender a alma para o diabo. No entanto, aceito que discordem à vontade, se quiserem. 

Em defesa do meu ponto de vista, inclusive, como já aqui ressaltado outras vezes, afirmo que o diabo "não existe" como Entidade Permanente, criada para o mal ou a ele convertida e que esteja, por isso, fadada a praticar o mal pela eternidade.
O que denominamos "demônios" são Espíritos como todos os outros e, dessa forma, cumprirão os ciclos de reencarnação, recebendo a oportunidade para desenvolver o amor e as virtudes para a própria elevação. Viverão em famílias, amarão e serão amados como seres humanos, momentaneamente, esquecidos da maldade antecedente.

Deus seria insipiente se criasse um ser que viria a causar a perdição das próprias almas que criou para a felicidade. E, principalmente, um ser que tivesse tanto poder sobre os humanos.

Desses que chamamos "demônios", muitos já estão fartos da prática do mal e das trevas onde vivem. São infelizes e não se libertam por medo dos seus "maiorais". Descreem da existência de Deus e da possibilidade de perdão para as suas faltas, todavia, a Divina Providência não os abandonou, eles serão resgatados e reconduzidos para a jornada da evolução espiritual. 

Vender a alma pode ter sido um tema válido para uma época de maior ignorância dos homens quanto à sua vida espiritual. Hoje, entretanto, já não se justifica tal crença, haja vista os esclarecimentos trazidos pelos Amigos de Luz, já incorporados na Doutrina Espírita.

Quem se compraz na prática do mal, já aderiu a um pacto implícito com as forças demoníacas. Pensa que age por vontade própria mas, contudo, já recebe ajuda para os seus propósitos e, por isso, será cobrado, posteriormente. 

Quem busca ajuda espiritual para obter o mal outrem, faz um pacto explícito e, provavelmente, ignora o alto preço que vai pagar. Candidata-se a uma escravidão espiritual de gravíssimas consequências.  

O certo é que há Espíritos Sem Luz  prontos para ajudar e resgatar quantos, iludidos, se aventurem por atalhos escusos para obterem os seus propósitos. Claro que essa ação estará condicionada ao livre arbítrio do próprio socorrido.

Enfim, não há a venda da alma para o diabo, mas há os que se compactuam com o mal e, em breve futuro, se converterão em escravos dessas mesmas energias das quais pensavam obter vantagens e facilidades.

Por que Deus permite que tal coisa aconteça? 

Porque cada pessoa goza do seu livre arbítrio. Cada um pode agir conforme o seu desejo, todavia, sempre estará sujeita à ação reflexiva de colher todo o mal que semear. Admitido que, ao final e à custa do próprio sofrimento, se for o caso, terá o Espírito adquirido conhecimento e evoluído mediante seus próprios erros e o correspondente esforço para corrigi-los.

Deixar o corpo na Terra e ingressar no plano espiritual, escravo das energias negativas, será algo muito ruim.  Ser atraído para as trevas e não compactuar com a maldade e o sofrimento ali existentes, será viver num verdadeiro "inferno".

Ainda que seja um "estado mental" não permanente, em termos de eternidade, o "inferno" pode ser muito mais terrível e "real" do que possamos imaginar.

Quem estiver desatento, acorde para a REALIDADE ESPIRITUAL, enquanto está à caminho!



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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Esse belo texto, de autoria de Gabriel Chalita, escritor, professor e político, encontrei no Blog Espiritualidade e Bem Estar - sebastiaosabino.blogspot.com :


"DESCULPE O TRANSTORNO...ESTOU EM CONSTRUÇÃO".

Ao longo da nossa caminhada, causamos transtornos na vida de muitas pessoas porque somos imperfeitos...
Nas esquinas da vida, dizemos palavras impróprias e sem necessidade...
Com pessoas mais próximas, costumamos agredir sem intenção, e às vezes, intencionalmente. Mas agredimos...
Não respeitamos o tempo do outro, os desejos do outro,a história do outro...
Acreditamos que o mundo gira em torno de nós, dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe...
Vamos por aí causando transtornos e concluímos que, não estamos prontos, mas em construção...
Tijolo a tijolo. É assim a nossa vida. O templo da nossa história vai ganhando vida...
Esquecemos que o outro também está em construção e também causa transtornos...
Um tijolo cai e nos machuca, outras vezes é o cimento que suja o nosso rosto...
E o tempo todo nós temos que limpar e cuidar das feridas.Assim como os outros que convivem conosco também tem que fazer...
Quando não sou eu é o outro, um conjunto de erros meus,seus, deles, nossos...
 Todas as pessoas erram, temos que compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários, que os erros dos outros são semelhantes aos nossos erros...
Simples assim: Se eu errei, se eu magoei, se eu julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos...

AINDA ESTOU EM CONSTRUÇÃO...

Gabriel Chalita

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

NUNCA MORRER

Criado imortal, o destino do Espírito é viver sempre, sem interrupção!

Não passará um só minuto sem vida. Mesmo quando morre fisicamente sobre a Terra, o Espírito está apenas abandonando uma velha roupa que já não tem mais utilidade ou livrando-se de um corpo que já lhe serviu aos propósitos do seu aprendizado sobre a Terra, naquela encarnação.

Por isso dissemos, anteriormente, que quem pretende fugir da vida através do suicídio, comete um ato ineficaz e equivocado. O Espírito permanecerá vivo e preso ao seu corpo, contemplando aquela tentativa frustrada de dar fim à vida. O seu sofrimento maior decorrerá daquela cena ficar viva e repetindo-se em sua mente. Esse castigo ocorrerá pelo tempo necessário para que compreenda o ato praticado e dele se arrependa. A companhia de outros suicidas, em igual sofrimento, será a consequência imediata, mediante o agrupamento dos espíritos, no mundo espiritual, pela afinidade de atos ou pensamentos.

Não morreremos nunca!

Dentro dessa vida única, o Espírito viverá muitas vidas encarnado sobre a Terra ou sobre outros planetas, sempre com o objetivo do aprendizado e da evolução. Não importa quantos corpos ele abandone nos cemitérios e quantos nomes tenha usado ou mesmo quantos postos honoríficos tenha ocupado,  nessas vidas físicas. Pode ter sido o Rei, o Imperador, o Presidente de um País, o Presidente de uma igreja, perante o plano espiritual só contará a sua bagagem de virtudes e boas ações. De nada terá valido suas vidas planetárias se não cresceu em espiritualidade.

Somente o que levarmos gravado na alma será o salvo conduto para habitar as regiões felizes do mundo espiritual. Esse mesmo conteúdo poderá ser, também, o bilhete único para as regiões menos felizes no astral. 

Em cada local haverá o livre arbítrio para o arrependimento e ali atuará a misericórdia de Deus para conceder um novo recomeço, uma nova encarnação, sempre considerada a necessidade do resgate do mal praticado.

Quem desperdiça seu tempo numa vida devotada aos prazeres e aos vícios, sem atentar para a realidade do Espírito, pode antever para si períodos difíceis após o retorno ao mundo espiritual. E, quando obtiver a graça de uma nova vida, esta poderá estar marcada pelas consequências dos atos agora praticados: O dano ao corpo físico atual, poderá determinar um novo corpo com as marcas daquele prejuízo. Quando nasce uma criança com problema de saúde, até nos parece injusto que assim seja, entretanto, pode estar ali configurado um resgate admitido por Deus para a elevação daquele Espírito.


SOMOS IMORTAIS E CONSTRUÍMOS NOSSA VIDA AQUI E NA  ETERNIDADE!



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DEUS É SUBLIME!

A minha capacidade de raciocínio não me possibilita entender Deus e as origens de tudo o que percebemos ou admitimos existir. Essa não compreensão, no entanto, não me inibe de aceitar a existência de Deus como princípio lógico e origem de todas as coisas. Aceito, como premissa, que nada pode ser criado do nada

Dizer que a vida é fruto do acaso pode soar estranho, mas poderia ser admitido. No entanto, temos que aceitar que já existia a matéria e que esse acaso juntou partículas e energias que já existiam... Aí voltamos ao início: Quem criou essas partículas ou energias?

Isso sem contar que o acaso poderia ter criado o corpo mas não o Espírito que não é matéria como a que conhecemos e que independe do corpo físico.

As palavras de Jesus foram: DEUS É ESPÍRITO e  DEUS É AMOR.

Eu entendo - e aqui vai uma posição muito pessoal - que o homem na sua ânsia de compreender Deus, acabou criando "algo", À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, a que chamou de Deus e lhe atribuiu "qualidades" humanas e as que deduziu do contato continuado que a humanidade sempre manteve com os Espíritos, entidades essas que passou a chamar de Deus.

Tanto é assim que a leitura do Velho Testamento mostra um relato que mais se assemelha a uma "sessão espírita", compatível com o adiantamento espiritual daquela época antiga onde, sequer, faltou o sacrifício de animais, como regra religiosa.

O Deus do Velho Testamento guarda estreita compatibilidde com os sentimentos e reações próprias do ser humano. Entre esses sentimentos podem ser identificados: Amor, ódio, raiva, indiferença, predileções por pessoas ou povos e a prática de ações passíveis de estarem certas ou erradas, das quais se orgulhar ou se arrepender.
Surgiu um Deus dos Exércitos - guerreiro implacável - o único que poderia ser aceito pelos homens da antiguidade, dedicados exclusivamente às guerras e conquistas. Esse era um Deus que aprovaria o massacre dos inimigos, ainda que necessário eliminar cidades inimigas e suas populações de homens, mulheres, crianças, velhos e até inválidos. Era uma época em que só um Deus terrível e feroz poderia ser respeitado e obedecido.
A tentativa do ser humano de compreender Deus é comparável à tentativa de um   piolho de compreender o funcionamento do cérebro humano, simplesmente porque ele intuísse da sua existência.
A Doutrina Espírita, apesar de revelar a existência do Mundo Espiritual - o universo onde vivem os Espíritos antes da vida no corpo físico e após a morte do corpo físico - nunca pretendeu conceituar ou definir Deus. Assenta a sua base na existência de Deus e, na impossibilidade de defini-lo, arrola os Seus atributos como única forma de imaginá-lo. 

O Livro dos Espíritos - primeiro volume de conteúdo da doutrina revelada pelos Espíritos - inicia-se com a seguinte frase e descrição:
"O QUE É DEUS? Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas;
ATRIBUTOS DE DEUS: Deus é eterno, único, imutável, imaterial, soberanamente justo e bom."




Deus é SUBLIME !



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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

QUEM COM FERRO FERE...

Temos ouvido que "quem com ferro fere com ferro será ferido" e, também, que Moisés adotou para o povo Judeu lei do "olho por Olho, dente por Dente".

O Espiritismo nos apresenta a LEI DA AÇÃO E DA REAÇÃO, tema que as religiões orientais já enfocavam e denominavam karma ou carma: Receberemos de volta, como reação, as energias das ações que desencadearmos.  Ou seja, o mal que causarmos nos acompanhará até que saldemos aquele débito, assim como o bem que praticarmos será nosso escudo pela eternidade. Resulta em que teremos de pagar todo o débito que contrairmos.

Numa forma simplificada de pensar, logo voltaríamos à questão do "olho por olho", mediante a qual quem tirou uma vida teria que ser morto da mesma forma, no que seria um sistema de retaliação sem fim, presumindo-se que sempre haveria outra morte, num círculo vicioso que imporia um destino macabro e implacável para alguém. 

Não é assim que nos ensina o Espiritismo, mesmo considerando que a reparação do mal é necessária e imprescindível.

A Providência Divina aplica a justiça e, ao mesmo tempo, interrompe a cadeia do mal, admitindo a prática do bem como meio compensatório para o mal já causado. Uma vida ceifada poderá ser devolvida àquele credor, direta ou indiretamente, em outras condições. O devedor daquela vida poderá receber  o seu credor como filho natural ou adotivo ou, ainda, manter ou auxiliar na manutenção, de outros meios que viabilizam vidas, como são as creches e orfanatos. Seria assim como uma "rede do bem" onde ações boas e espontâneas compensariam más ações anteriores.

Deus não condena ninguém pelo mal praticado mas, também, não isenta a ninguém de pagar pelos seus erros e faltas. Quem muito tiver para pagar receberá, também, muitas oportunidades para reparar os danos causados. Também não é condicionante o fato de um Espírito habitar regiões mais felizes ou menos felizes, no plano espiritual, no intervalo das vidas terrestres. Todos receberão as novas oportunidades de repararem o mal e de se estruturarem na prática do bem.  

Isso nos permite deduzir que alguém muito religioso, que vemos como verdadeiro expoente de bondade, possa ser, também, o que mais tem débitos por reparar e que, todavia, já o faz, através da bondade atual que pratica, da qual somos testemunhas. Só Deus sabe o estágio em que nos encontramos, no quesito do crescimento espiritual.

Ser religioso ou não, não faz diferença, em face da conquista do saber e da virtude e nem quanto às responsabilidades do Espírito perante à Lei da Ação e Reação. Não existe esse negócio de que acreditando em Deus alguém vá para o "céu" e, não acreditando, vá para o "inferno". Seremos julgados pela nossa própria consciência e seremos atraídos para a região espiritual com a qual mais tivermos afinidade, resultado de nossas ações, mediante o uso do nosso livre arbítrio. 

Quem com ferro fere terá que reparar essas feridas para que, com o ferro, não venha a ser ferido!  Essa é a Lei do Amor que repara o mal através da prática do bem.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM !

Preliminarmente à reencarnação, o Espírito elabora um roteiro ideal para a vida Alma nesse novo período de aprendizado aqui na Terra. Atento à sua necessidade de evolução espiritual, ele prioriza o resgate dos seus débitos cármicos e, para esse fim, aceita vivenciar períodos de sofrimento que julga adequados para aquela finalidade.

Depois de encarnado, no entanto, já em pleno esquecimento consciente daquela programação, o Espírito passa a se guiar, apenas, pelo seu livre arbítrio. Toda a ação que praticar terá sido produto do seu querer e da sua decisão pessoal.

Surge, então, um aparente conflito: A pessoa deseja o bem estar e a satisfação dos seus desejos, enquanto a Alma necessita do aprendizado que veio obter, o qual, muitas vezes, está mesclado ao sofrimento ou impõe a fuga dos prazeres imediatos. Enquanto a alma entende a utilidade do sofrimento como reparação, a personalidade humana já prefere que qualquer sofrimento seja evitado, ou mesmo, sequer cogitado.

Livrai-nos do mal!  

Pronunciamos essa essa frase final da oração do "Pai Nosso" com  a intenção de que fiquemos livre, também, do sofrimento. A frase, em si, significa o livramento do mal referente à malícia e deve ser entendida como:


Livrai-nos da prática do mal. Ou:

Livrai-nos de ser envolvidos pelo mal e por aqueles praticam o mal.


O mal que afeta o bem estar do corpo - a doença, a dor, o sofrimento moral e a limitação física - não pode ser considerado um "mal", até porque pode até representar um bem para o Espírito. O sofrimento físico, embora nunca desejado, deve ser aceito e interpretado como o fez Jesus em sua oração no Jardim de Getsemani:


"Pai, se for possível, passa de mim este cálice, mas que não se faça a minha vontade, mas a Tua"

Deus não impõe a ninguém o sofrimento, apenas o permite, como aprendizado, para a reparação do mal praticado, sabendo-se que tal sofrimento foi atraído para a esfera de aura espiritual daquele que o sofre. É o que sempre se diz sobre a colheita obrigatória ou a necessidade de pagar até o último ceitil.

Ressalve-se que Jesus encarnou na Terra para uma missão e não para resgate ou como item necessário para sua evolução.

Sabemos que o mal praticado pode ser revertido pela prática do bem, em benefício de terceiros. A Divina Providência não impõe ao Espírito a reparação mediante a lei do "olho por olho, dente por dente", por isso que se diz que a

A CARIDADE COBRE UMA MULTIDÃO DE PECADOS !



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As Obsessões (Exílio do Jaguar-kazagrande)




Com os meus agradecimentos ao Irmão Kazagrande por sua gentileza e autorização, reproduzo o excelente texto publicado no Blog Exílio do Jaguar http://exiliodojaguar.blogspot.com.br/2012/12/as-obsessoes-parte-01.html sobre o tema Obsessões. Escrito em linguagem clara e objetiva, o texto nos traz excelentes ensinamentos sobre a vida do Espírito encarnado, em face das suas relações anteriores com outros Espíritos, relações das quais ainda pendem questões por regularizar no âmbito da reparação pelo amor e pelo perdão:


"As Obsessões - Parte 1

http://exiliodojaguar.blogspot.com.br/2012/12/as-obsessoes-parte-01.html



Diz-se que uma pessoa é obsidiada quando tem uma ideia fixa, ama ou odeia descontroladamente alguém ou algo, e é assediada por essa ideia, pessoa ou coisa. Isso, na linguagem comum, é uma obsessão, um defeito da personalidade, uma anormalidade de comportamento. Caracterizadas, no indivíduo, sob a forma de vícios, hábitos estranhos, marginalização social, revoltas, etc., são resultantes do conflito natural da gama vibratória psicofísica, e, até certo ponto, faz parte da vida normal.

Sob o olhar espiritual a obsessão adquire outra dimensão... Entendemos que nas obsessões existem sempre influências espirituais e só assim consideramos quando a pessoa perde sua liberdade, total ou parcialmente, por meio destas influências.

O espírito, ao encarnar, ocupa um corpo físico, submisso à matéria deste plano denso. Este corpo é comandado por sua personalidade (alma, mente), influenciada diretamente pelo meio em que convive e que auxiliou na formação desta mesma personalidade transitória.

O espírito, sua Individualidade, que agrega todas as suas personalidades (almas) de encarnações passadas, é regido por leis de outra dimensão, de aspecto transcendental. Ao encarnar, igualmente está regido pelas leis físicas da matéria, e pelo meio social em que está inserido.

Analisando assim encontramos um “cabo-de-guerra” entre as obrigações transcendentais do espírito encarnado e seus desejos “da alma” (provenientes da personalidade construída nesta encarnação específica).

A luta entre os dois – personalidade e espírito – cada qual procurando atender às demandas de seu ambiente, forma a eterna dualidade que se reproduz em todos os homens. À personalidade repugna qualquer interferência e, para isso, dispõe do seu mecanismo de defesa. O espírito, a fim de atender aos compromissos anteriores, liga-se e permite que outros espíritos interfiram na vida da pessoa. Para o espírito, o corpo tem, apenas, uma utilidade transitória: o período necessário para atingir os fins a que ele se propõe. É apenas um meio, um veículo. O corpo pode se desagregar, e acabará por desaparecer. O espírito permanece, neste ou em outros planos.

Nessa perspectiva ampla, a obsessão é um fenômeno próprio da vida neste planeta, onde o espírito encontra condições de equacionar seus problemas, criados por ele, em tempos diferentes, em encarnações diversas.

A personalidade, regida por leis relativamente estáveis, procura a tranqüilidade, a satisfação de suas necessidades básicas e o melhor aproveitamento do ambiente. O espírito, regido por leis mais dinâmicas, com outro conceito de tempo, procura o conflito, o ajuste de contas e a cobrança ou o pagamento de seus débitos.

A ligação de um espírito com outro, qualquer que seja a sua natureza, produz alterações no meio psicofísico, na forma de ação da personalidade. Quando essas ligações são de caráter negativo, produzem-se as obsessões.

Existem mais obsessões do que se considera habitualmente como tal, por se notar esse fenômeno apenas quando se manifesta em termos de convulsões, manifestações de loucura ou ações criminosas.

Sob esta ótica espiritual passaremos a estudar cada caso obsessivo separadamente, nos complementos desta série."



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sábado, 1 de dezembro de 2012

OFERECENDO A OUTRA FACE


Ao que te bater numa face, oferece-lhe a outra face...
Se o ladrão lhe roubar a túnica, entrega-lhe também a capa...
Se o inimigo te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas milhas...

Sábios ensinamentos de Jesus, os quais, todavia, são muito difíceis para serem colocados em prática em nossas vidas.


Quando sofremos qualquer agravo, a nossa natureza nos inflama para a necessidade de uma imediata retaliação, inclusive, sem guardar proporção com o dano recebido. É aí que um esbarrão ou uma pisada no pé nosso já toma ares de uma guerra...  E o ladrão que nos assalta, de arma em punho? Esse até nos deixa deprimidos, após o fato. Estamos muito de longe de pensar em dar-lhe algo mais que tenha se esquecido de nos tomar... Andar uma milha a mais já seria até mais possível, dependendo das circunstâncias...

Então como ficamos nós, cumprimos ou não os ensinamentos do Mestre?

Melhor deixar pra lá e ver como é que fica no final?

É claro que esses ensinamentos não podem ser tomados, apenas, ao pé-da-letra e sim pelo ensinamento que encerram no seu todo.

  • Em tudo ressalta o PERDÃO, verdadeiro pressuposto para a prática dos ensinamentos cogitados;
  • A COMPREENSÃO do estado evolutivo diverso e inerente a cada alma que por aqui transita;
  • A CARIDADE para com aquele ser que ainda julga válido prejudicar o seu próximo, em benefício próprio.

Ainda que melhor compreendamos o ensinamento de Jesus e o estendamos para os danos de injúrias morais ou apropriações indiretas e indevidas ao nosso patrimônio, equivalentes aos fatos mencionados... Cumprimos ou não cumprimos os ensinamentos do Mestre? 

É essencial, para o Espírito, que o aprendizado seja constante e resulte que ele se torne melhor a cada dia. Não lhe será útil estar preocupado em se tornar um santo, a ponto de nunca revidar o mal que receber. Uma proposta subjetiva de pretender ser melhor, na relação com o semelhante, já é um passo dado na direção de compreender e praticar aqueles ensinamentos de Jesus.

Que reação esperar se déssemos um tapa na cara do bispo, do padre, do pastor ou de um religioso qualquer que encontrássemos pela rua? Eu só penso em que haveria uma reação bem adversa. No entanto, se o mesmo tapa fosse dado em Mahatma Gandi, Madre Teresa, São Francisco de Assis, Chico Xavier ou Irmã Dulce, aí já poderíamos pensar em uma reação bem diferente, compatível com o perdão e a compreensão...

É difícil, mas não é impossível. Se podemos ter raiva também podemos amar...

Gosto muito do texto bíblico que diz:

"Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor... Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Efésios  4:2 e 26."




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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

RELACIONAMENTOS DIFÍCEIS - ORAÇÃO PELO DIVÓRCIO.


RELACIONAMENTOS DIFÍCEIS – ORAÇÃO DO DIVÓRCIO

Quando a gente se envolve com uma pessoa e lhe causa mal, ou dela recebe o mal, cria-se uma relação com desequilíbrio de energias a qual necessitará, em algum momento, ser retomada para restaurar aquele equilíbrio. Nenhum débito ficará esquecido. Enquanto isso, ficamos presos àquele  relacionamento pendente de harmonização.

Recentemente, recebi em minha casa um amigo que me relatou seu mau relacionamento com a sogra dele. O papo foi o de sempre: Amo minha esposa e a minha família mas não suporto mais a intervenção da velha em nossa vida.  Já estamos cogitando da dissolução do casamento. Justificou-se, afirmando, que nem o marido e os filhos dela, seus cunhados, a aguentam mais e evitam conversar com ela. 

Mesmo tendo ouvido só a parte dele da história, eu arrisquei um conselho e disse-lhe que nada acontece por acaso. Os que se encontram ao nosso lado são, provavelmente, velhos conhecidos de outras caminhadas, de outras vidas.  Frequentemente, seguimos juntos com algumas pessoas para podermos acertar as falhas nos relacionamentos anteriores. 

Foi fácil para o meu amigo concordar com essa possibilidade e, inclusive, acrescentou: Só pode ser isso! Somos inimigos de outras eras! Eu a trato bem e ela me agride, sempre procurando desestabilizar o meu casamento com a filha dela!

Já não lhe pareceu tão fácil quando eu acrescentei: Não se preocupe de não conseguir viver em paz com a sua sogra, nesta vida atual, Deus sempre dará uma outra chance para que isso aconteça, inclusive, com a possibilidade de ela vir a ser a sua esposa numa próxima vida. Assim, conhecendo-se melhor e mais intimamente talvez venham até a se amar... Foi aí que o meu amigo fez aquela cara de incredulidade: Não é possível que Deus faça isso comigo! 

Eu estava falando sério e nem cogitei de sorrir, embora fosse meio engraçado o desespero dele. Depois de um pouco, ele concluiu: Se é assim, acho melhor fazer as pazes com ela... Vou procurar um jeito de dobrar a fera... 

Ninguém recebe o mal sem merece-lo e nem pratica o mal sem ter que repara-lo.  Nessa relação de agressor e vítima, perante o plano espiritual, não há inocentes... todos os que participaram do ação devem participar da reparação.  A cadeia do mal só estará reparada quando houver o perdão de ambas as partes, inclusive a si próprios, para que não reste culpa de qualquer natureza.

Claro que um possa perdoar - arrepender-se - e liberar-se daquele compromisso, enquanto o outro ainda possa ficar preso no seu débito mas, neste caso, já não vinculará o que já se libertou e, por vontade própria, praticou os atos reparadores.

Para descontrair, relato a história real, muito engraçada, ocorrida entre dois pastores evangélicos. Deixo de mencionar os nomes das pessoas envolvidas por não estar autorizado para isso: 

O Pastor foi procurado por um colega junto com a esposa, este para pedir um aconselhamento sobre o fato de que haviam decidido  dissolver a relação conjugal virtude de não mais se sentirem bem no casamento. O Pastor consultado pediu ao colega que se ajoelhasse para ele fazer a oração do divórcio. Com o amigo ajoelhado o Pastor apoiou bem firme as mão sobre  os ombros do colega e começou a orar assim: 

"Senhor! o Teu filho, aqui ajoelhado, compareceu diante do altar e prometeu amar e cuidar dessa mulher até que a morte os separem. No entanto, Senhor! Ele quer, agora, liberar-se daquele compromisso. Por isso, eu te peço Senhor: MATE-O! Mate-o, senhor, agora! E ele terá cumprido o solene compromisso que assumiu!"

E o Pastor ajoelhado, ouvindo tal oração tentava, desesperadamente, levantar-se e não conseguia, retido pelas mãos do pastor que orava, firmemente apoiada nos seus ombros. E a oração continuava: "LIBERTE-O, Senhor! Pode ser morte por AVC, ataque cardíaco ou outra forma rápida e definitiva...." 

Na tentativa de encerrar aquela inusitada oração, o pastor ajoelhado sinalizou para a esposa que continuariam o casamento. A oração foi encerrada com o agradecimento pela graça alcançada: "OBRIGADO, SENHOR! ALELUIA!".


Convém levar aceitar os compromissos que a vida nos impõe. Pode estar em jogo cumprirmos o carma ou posterga-lo para nova vida, no futuro. Há alguma sabedoria no ditado popular: Nada é tão ruim que não possa piorar.


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